QUAIS DECISÕES VOCÊ TOMOU HOJE?

Tempo de leitura: 4 minutos

Eram 4 da manhã quando ele deitara na cama para dormir. Depois de boas “geladas” a noite toda antes de conseguir pegar no sono, sua bexiga a ponto de explodir, implorava para ser esvaziada. Levantou-se foi ao banheiro e se viu no espelho.

Um sentimento de culpa surgiu em sua cabeça, afinal, em pouco mais de 12 horas ela terá um grande jogo, a final do campeonato mundial de futebol! Logo ele, que nunca derrapou profissionalmente, foi pego pela alegria de chegar a uma final de copa do mundo com a seleção e acabou por beber “um pouco além da conta” um dia antes do jogão!

Esvaziou a bexiga, nem lembrou de lavar as mãos, deitou-se e dormiu.

Lógico, chegou atrasado à concentração para o jogo, com uma cara amassada, ressaca, olhou para o técnico que, apenas com uma fitada de olhar entendeu o que havia acontecido. O professor (como os jogadores costumavam chamar o técnico) o chamou no canto:

– Rafael, o que foi que você fez, está com uma cara horrível e cheirando a álcool. Você sabe que hoje temos um jogo importantíssimo e também sabe que é referência para muitos jogadores aqui!

– Me desculpa professor, nunca me ocorreu uma falta profissional como essa, mas ontem exagerei, talvez pelo excesso de felicidade de estar realizando um sonho, talvez pela ansiedade da ocasião.

Vai entender a cabeça de um ser humano, bem poderia se embriagar horas depois do jogo, sendo já campeão, mas a nossa cabeça não é fácil. Não agimos sempre pelo óbvio.

Resultado? Na hora do jogo, Rafael não conseguiu atuar no alto nível que sempre desempenhara, perdera parte de seus excelentes reflexos (devido à bebedeira) e levou gols que não costumara levar. A seleção perdeu a final e lógico, o excelente goleiro foi sacrificado, execrado e teve sua carreira manchada.


Uma escolha.

Uma decisão.

Resultados…

Sim, é óbvio que essa história foi inventada, mas poderia facilmente acontecer, concorda? Mas não é para isso que estou aqui hoje. E sim, para lhe mostrar algo muito importante para sua vida nos investimentos:

A vida não é aditiva. As decisões que realmente importam para sua vida são, na verdade, multiplicativas.

O problema é que a Economia, em particular as Finanças Modernas, tratam a vida como um mecanismo aditivo. Julga-se que uma espécie de nível de felicidade ao longo do tempo é medida pela soma das utilidades em cada período de tempo. E mais, a felicidade deve ser maximizada a toda hora, e não, por vezes, saciada.

Maximizar a felicidade por estar numa final de copa do mundo em seu auge, para Rafael, foi fatal. Ele sacrificou com isso toda uma carreira exemplar.

Já você, não precisa maximizar sempre seus retornos. Busque sempre saciar suas necessidades. Aprenda com o oráculo e Omaha, Warren Buffett, primeiro mantenha-se vivo (nos investimentos).

Tentar sempre maximizar seus retornos, mirando uma carteira de investimentos que julga ser perfeita, vai te fazer incorrer sobre riscos desnecessários e consequente ruína (ou falência, se preferir).

Então, manter-se vivo deve sempre ser seu foco. Se é o maior foco de Warren Buffett (maior investidor de todos os tempos), porque não fazê-lo também, concorda?

Esqueça o excesso de concentração, indicações de investimentos de curto prazo (que promete ganhar rio de dinheiro de maneira fácil), aplicações que o gerente diz que você tem potencial de ter uma rentabilidade absurdamente alta (algo como 200% da inflação) de maneira segura, num curto espaço de tempo (banco não dá ponto sem nó, aprenda isso).

Busque sim mirar o longo prazo, nos investimentos, tenha uma parcela de seus investimentos em bons seguros como moeda forte e metais (lê-se ouro), e nunca se esqueça que num mundo onde retornos reais quase não existem, um investimento que te garante acima de 5% de retorno real (livre da inflação) é sim muito bom.

Talvez você se pergunte: mas se eu investir em ouro e dólar (por exemplo) vou amarrar parte do meu dinheiro num local que não tem muito potencial de valorização. É necessário?

A assimetria ocasionada por ter estes seguros em sua carteira de investimento é bem convidativa. Se por alguma bomba na nossa política (ou mesmo um pacote de bondades para tentar ganhar popularidade – em vão, diga-se de passagem), algo que não se distancia do mundo atual, o mercado por se estressar e seus investimentos caírem (ou no mínimo não renderem o que você espera). Com seguros como esse, você vai sim conseguir mitigar os riscos, ou mesmo ter uma rentabilidade positiva indo na contramão do mercado.

Abração!


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